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A ideia do projeto Gallery surgiu no ano primeiro da Pandemia do Covid-19.

Sem viajar e diante da impossibilidade de me deslocar, tive tempo para revisitar a memória desses 38 anos viajando pelos diversos continentes e retornando aos meus locais preferidos ou os mais desafiadores, consciente de que nessas andanças eu havia recolhido um acervo de viagem considerável e da responsabilidade de compartilhar o que havia visto, presenciado, aprendido.

 

É fato que essas viagens me haviam legado sobretudo com suficiente maturidade para revelar, em palavras, o texto; em imagens, as fotos, desenhos; no tato, as tecelagens, fios, vestidos, conchas, vidros; na audição, os muitos sons, entre várias outras manifestações de arte. No mais, as viagens me forjaram a maneira de olhar e reconhecer o bem e o belo. Assim, eu poderia entregar essa curadoria em forma de acervo para ser admirado e adquirido.

 

“Ah, quem sabe, quem sabe,
Se não parti outrora, antes de mim,
Dum cais; se não deixei, navio ao sol
Oblíquo da madrugada,
Uma outra espécie de porto?
Quem sabe se não deixei, antes de a hora
Do mundo exterior como eu o vejo
Raiar-se para mim,
Um grande cais cheio de pouca gente,
Duma grande cidade meio desperta,
Duma enorme cidade comercial, crescida, apopléctica,
Tanto quanto isso pode ser fora do espaço e do tempo”

Fernando Pessoa em Ode Marítima

 
 

ACERVO

Nessa primeira amostra da galeria, convido vocês a um experimento África adentro, em que divido uma de minhas mais genuínas experiências: um concurso com as crianças Dogon uma etnia africana, por mim realizado e apoiado pelos malineses.

Em razão das minhas visitas anteriores, em 16 de janeiro de 2003, trouxe cadernos de desenho – prancheta opaco – margeado A3, lápis de cor e de cera e entreguei a um dos chefes da aldeia de Sanga, no Mali, que, na ocasião, distribuiu o material para os meninos presentes. Em uma semana, eu retornaria à vila de Sanga para recolher os trabalhos daqueles que tiveram o interesse em participar de uma amostra que faríamos no Brasil, dando-lhes através de seus desenhos visibilidade, e, à medida que representassem em seus desenhos a cultura e a tradição oral do seu povo, parte de sua identidade étnica e cultural teria a oportunidade de revelar a cultura extraordinária do povo Dogon no Brasil.  E, ainda, através dos desenhos, uma apresentação do que elas mesmos consideram essencial nas suas tradições seculares ao mesmo tempo que se autoafirmam e preservam os valores da sua cultura singular, que é a matriz das influências nestas representações do contato delas com os estrangeiros visitantes à Terra Dogon.

Muito se escreveu na Europa e ainda se escreve sobre a etnia Dogon: seus ritos de circuncisão e de iniciação, funerários, sua língua secreta, suas esculturas, danças e dançarinos, a Arte Dogon, a Cosmologia Dogon, entre vários outros temas. Muito ainda se pesquisa no território Dogon, entretanto, muito pouco ou quase nada é escrito sobre os desenhos das crianças no “Pays Dogon”. E é essa a razão do meu interesse e da amostra principal na galeria.  

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COM A PALAVRA

OS ARTISTAS E A ARTE

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Crédito da foto:
Anthony Smith
 
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Crédito da foto: Marcelo Fiorini

OS ARTISTAS E A ARTE

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